OBJETIVO: Compreender o efeito das práticas de cuidado pós-operatório, no sítio doador do paciente queimado submetido ao autotransplante de pele, em termos de dor, reepitelização e colonização.
MÉTODO: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, cuja busca foi conduzida nas bases de dados MEDLINE, LILACS, CENTRAL, SciELO, EMBASE, Wiley, Scopus e BioMed Central. Dos artigos recuperados, foram considerados aqueles que retrataram o manejo pós-operatório do autotransplante de pele. Nesse processo, dois autores independentes realizaram a triagem das obras, a extração dos dados, a análise da qualidade metodológica e a avaliação do risco de viés.
RESULTADOS: Entre as 494 publicações inicialmente identificadas, 14 mostraram-se potencialmente elegíveis, culminando na seleção de 5 estudos. Em complementaridade, a revisão das referências desse último conjunto acrescentou 5 novas investigações. Assim, a amostra final contou com o quantitativo de 10 ensaios clínicos randomizados, com achados provenientes de 698 indivíduos, distribuídos por 5 países.
CONCLUSÕES: Evidências reunidas apoiam que lidocaína tópica, spray antimicrobiano, filme semipermeável e a combinação de dezocina e sufentanil reduzem os níveis de dor. Quanto à reepitelização, observou-se performance superior junto ao uso de ondas de choque extracorpóreas e curativo hidrocoloide. Além disso, a cobertura de alginato demonstrou propriedade antimicrobiana, enquanto a bandagem de petrolato, o curativo de difusão de oxigênio, a suspensão autóloga de células dérmicas e o ultrassom terapêutico de baixa frequência e não contato (NCLFU) apresentaram benefícios multifatoriais.
Palavras-chave: Manejo da Dor. Infecção de Feridas. Queimaduras. Reepitelização. Transplante de Pele.