391
Visualizações
Acesso aberto Revisado por pares
Artigo Original

Análise de 10 anos de casos de queimaduras por álcool com necessidade de internação em hospital quaternário

Analysis of 10 years for alcohol burn cases requiring hospitalization in a quaternary hospital

Johnny Leandro Conduta Borda Aldunate1; Orlando Ferrari Neto2; Adriane Tartare2; Caio Augusto Lima de Araujo2; Cristina Carvalho da Silva3; Maria Aparecida Jesus Menezes4; David de Souza Gomez5; Marcus Castro Ferreira6

RESUMO

OBJETIVO: A queimadura por álcool representa um grave problema de saúde pública devido a sua alta prevalência na nossa sociedade, gerando altos custos e sequelas irreversíveis. Medidas preventivas sao necessárias para reduzir o impacto que esse tipo de queimadura acarreta, contudo o conhecimento do perfil epidemiológico desse tipo de queimadura é importante para a adequada elaboraçao dessas medidas. O estudo apresenta como objetivo demonstrar o perfil epidemiológico das internaçoes por queimadura por álcool durante um período de 10 anos.
MÉTODO: Foram analisados os dados dos pacientes internados durante o ano de 2001 até 2011.
RESULTADOS: Observou-se alta prevalência da queimadura por álcool durante o período, com acometimento de indivíduos mais jovens. Nao foi evidenciada mudança no número de casos por anos durante esse período e obtiveram-se índices elevados de óbitos por esse tipo de queimadura. Os pacientes que receberam o primeiro atendimento em serviço especializado de queimadura foram os que tiveram maior sobrevida.
CONCLUSOES: O álcool, atualmente, é um dos principais causadores de queimaduras na nossa sociedade, provocando morbidades e mortalidades. Medidas preventivas, educacionais e legislativas sao necessárias para conseguir uma mudança no cenário atual. Estudos epidemiológicos sao importantes, pois oferecem um panorama desse tipo de injúria, direcionando as medidas preventivas.

Palavras-chave: Álcool etílico. Queimaduras. Unidades de queimados. Epidemiologia

ABSTRACT

OBJECTIVE: The alcohol-burning is a serious public health problem due to its high prevalence in our society, generating high costs and irreversible sequelae. Preventive measures are needed to reduce the impact that this type of burn causes, therefore, the knowledge of the epidemiological profile of this type of burn is important for proper development of such measures. The present study aimed to demonstrate the epidemiological profile of hospitalizations for burns caused by alcohol flame during a period of 10 years.
METHODS: We analyzed data of patients hospitalized during the years 2001 to 2011, submitting the data to statistical analysis.
RESULTS: It was observed a high prevalence of burns caused by alcohol flame, involving mainly young patients. No change was seen in the number of cases per year during this period. A high rate of mortality was associated with this type of burn. Patients who received first care in a Burn Center were those who had the highest survival rate.
CONCLUSIONS: Alcohol is now a major cause of burns in our society, causing morbidity and mortality. Preventive, educational and legislative measures are necessary to achieve a change in the current scenario. Epidemiological studies are important because they provide an overview of this type of injury, directing preventive measures.

Keywords: Ethanol. Burns. Burn units. Epidemiology.

A queimadura é uma das mais devastantes afecçoes encontradas na Medicina, afetando o indivíduo no seu aspecto físico, psicológico e social. Além disso, a queimadura acomete qualquer faixa etária, estando presente tanto em países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. Nos países subdesenvolvidos, a queimadura tende a apresentar maior incidência e gravidade, levando a alta taxa de mortalidade nesses países1. No Reino Unido, 250.000 pessoas sofrem queimaduras anualmente, ocorrendo uma média de 300 óbitos por ano1. No Brasil, as queimaduras representam cerca de 2.500 óbitos por ano2. Apesar da provável subnotificaçao nos dados brasileiros, percebe-se que essa afecçao é um grande problema de saúde pública, em decorrência de sua incidência e alta mortalidade no nosso país.

Além dos traumas ocasionados no paciente, a queimadura acarreta um grande gasto no sistema de saúde. Estima-se que um paciente queimado ao receber um tratamento numa unidade de queimadura gere um custo de U$ 1000 por dia3, valor bastante significativo, principalmente ao lembrar que a maioria das queimaduras acontece em países com economia pobre ou em desenvolvimento.

Dentre os principais agentes causais, a chama e o escaldo predominam globalmente como os principais causadores de queimaduras, sendo que as queimaduras por chama promovem 265.000 óbitos por ano4. Em muitos casos, esse trauma poderia ser evitado, já que, na maioria dos casos, a queimadura ocorre em acidentes que poderiam ser prevenidos5.

Atualmente, a medida de maior impacto na diminuiçao da incidência e mortalidade da queimadura é a prevençao6. Como em qualquer afecçao, para uma adequada prevençao deve-se ter conhecimento das características epidemiológicas e dos fatores sociais e culturais do local a ser abordado4.

No Brasil, há uma particularidade em relaçao aos casos de queimadura por chama, já que um dos principais agentes causais responsáveis por esse tipo de queimadura é o álcool. Estima-se que, em 2001, houve 1.000.000 acidentes por queimadura, sendo 15% ocasionados pelo álcool7.

No Brasil, o álcool é encontrado no comércio, sendo utilizado para limpeza doméstica e como agente facilitador da combustao, principalmente em churrasqueiras, havendo um forte fator cultural para o seu uso rotineiro. Trata-se de um produto com baixo custo e de fácil acesso, aumentando a possibilidade de acidentes, principalmente com crianças7.

Na literatura mundial, praticamente nao há relatos de queimaduras com esse tipo de agente e, no Brasil, existem poucos estudos analisando os casos de queimadura por álcool, fatos que dificultam adequada análise e planejamento de métodos de prevençao.

O objetivo do estudo é avaliar os casos de queimadura por álcool que necessitaram de internaçao num hospital quaternário, demonstrando o perfil desse tipo de queimadura em nossa unidade.


MÉTODO

O estudo foi realizado na Unidade de Queimaduras do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP), onde foi feito um levantamento de dados dos casos de pacientes que sofreram queimaduras e foram internados durante o período de 2001 até 2011. Nesse período, foram avaliadas as queimaduras ocasionadas por álcool e analisado o comportamento epidemiológico desse tipo de trauma.

Os dados foram tabulados em planilha do Excel e submetidos à análise estatística pelo programa Epinfo e Graphpad.


RESULTADOS

Durante o período de janeiro de 2001 até dezembro de 2011, 1358 pacientes foram internados na Unidade de Queimaduras do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP), sendo que 26,5% (360 casos) foram vítimas de queimaduras por álcool, representando o agente com maior número de casos internados nesse período (Tabela 1).




Dentre os pacientes internados por queimadura por álcool, 220 eram do sexo masculino e 140 do sexo feminino. A idade média dos pacientes vítimas de queimadura por álcool foi de 27,13 anos e a distribuiçao por faixa etária encontra-se na Tabela 2.




A distribuiçao dos dados por anos e conforme o sexo é apresentada na Figura 1.


Figura 1 - Distribuiçao dos casos de queimadura por álcool divididos por ano e estratificados conforme o sexo.



Dentre as causas que levaram o paciente a sofrer queimadura por álcool, o acidente doméstico e o autoextermínio foram as principais (Tabela 3). Entretanto, em comparaçao a outros agentes causais, observou-se que a queimadura por álcool representou a maioria dos casos de autoextermínio (71,6%) durante esse período (Tabela 4).






Dentre os 360 casos de queimadura por álcool analisados, 172 tiveram seu primeiro atendimento realizado no setor de queimados do HC-FMUSP, enquanto 178 casos foram encaminhados de outros serviços e, em 10 casos, nao foi possível identificar o local do atendimento inicial. Dentre os casos encaminhados de outros serviços, o tempo médio entre o trauma e o atendimento na unidade de queimadura foi de 2,1 dias.

A média de superfície corpórea queimada foi de 20,97% (Tabela 5).




Dentre os diversos agentes causais, a queimadura por álcool foi a responsável pelo maior número de queimaduras com superfície corpórea queimada superior a 60% (Tabela 4).

Durante o período de 10 anos, houve 291 altas, três transferências e 65 óbitos decorrentes da queimadura por álcool. O álcool foi o agente responsável pelo maior número de óbitos quanto comparado a outros grupos (Tabela 4). O tempo médio de internaçao foi de 26,55 dias. A queimadura por álcool foi responsável 149 internaçoes em UTI (Tabela 6), correspondendo ao grupo que teve a maior porcentagem de pacientes na UTI durante os dez anos do estudo.




Obitos

Dos 65 pacientes que foram a óbito, 31 eram do sexo masculino e 34 do feminino. A idade média foi de 36,2 anos e a distribuiçao por faixa etária encontra-se na Tabela 7.




A maioria dos pacientes que morreram foi vítima de autoextermínio (31 casos). A comparaçao dos casos que foram a óbito com o total dos casos da amostra estudada está demonstrada na Figura 2.


Figura 2 - Motivos que geraram a queimadura por álcool comparado com os pacientes que foram a óbito.



Dentre os pacientes que foram a óbito, 20 tiveram o primeiro atendimento realizado no HC-FMUSP, enquanto que 43 casos foram atendidos em outro serviço.

Analisando-se os óbitos entre o grupo de pacientes atendidos inicialmente em uma unidade de queimadura e o atendido em uma unidade de saúde, observou-se diferença estatística (p =0,0021), confirmando a diferença entre os dois grupos (Tabela 8).




DISCUSSAO

Para enfrentar um problema de saúde e ter sucesso no seu combate é necessário conhecimento das características dessa injúria, para poder elaborar estratégias e amenizar o impacto negativo na sociedade. As queimaduras sao um grande e complexo problema de saúde pública, principalmente quando um único agente é o responsável por uma grande quantidade de morbidade e mortalidade. O álcool, tao comum em nossas residências, é um problema de s aúde importante e bastante discutido nos últimos anos.

Diferentemente da literatura mundial, na qual o escaldo é considerado a principal causa de queimaduras na infância e as chamas nos adultos1, o álcool exclusivamente foi o responsável pelo maior número de internaçoes nos últimos 10 anos, corroborando com a importância desse agente nas causas de queimadura no nosso país.

O sexo masculino foi o grupo mais atingido com esse tipo de queimadura, correspondendo a 61,2% dos casos. Como alguns estudos da literatura8, a queimadura por álcool também acometeu principalmente os indivíduos mais jovens, sendo mais prevalente naqueles com idade inferior a 30 anos, nao havendo diferença estatística entre as três primeiras décadas. Apesar de nao existir uma idade mais afetada por esse tipo de queimadura, ao acometer as três primeiras décadas, esse tipo de injúria causa um enorme ônus para a sociedade, pois, além de afetar uma populaçao economicamente ativa, acomete indivíduos jovens que necessitarao de acompanhante e procedimentos médicos por diversos anos, causando um trauma psicológico ao paciente e custos ao sistema de saúde.

No ano de 2002, houve uma tentativa de diminuir o número de queimaduras por álcool, com o surgimento da resoluçao 46 de 20029. Contudo, tal medida acabou nao sendo efetivada, devido a decisoes judiciais posteriores. No estudo apresentado, excluindo os anos de 2005 e 2006, quando a Unidade de Queimadura foi submetida a reforma, o número de casos internados manteve-se praticamente constante e sem diferença estatística durante os anos. Mesmo no ano de 2002, quando o tema tornou-se presente e discutido na mídia, nao se observou queda significativa no número de casos por esse tipo de queimadura, evidenciando a dificuldade em conseguir obter uma mudança afetiva e a necessidade de medidas restritivas ao consumo do produto.

Para compreender a presença de um número significativo de queimaduras por álcool durante esse período, investigou-se o motivo pelo qual os pacientes sofreram a injúria e, como na maioria dos estudos, a queimadura foi decorrente de acidente, muitos deles domésticos. No caso do álcool, esses acidentes sao ocasionados por descuidos no uso do produto e ao fácil acesso do indivíduo à substância inflamável, evidenciando a necessidade de medidas educativas para diminuir esse tipo de trauma, pois acidentes sao passíveis de prevençao, tendo seus efeitos reduzidos de forma importante com medidas preventivas.

Foi observado o alto índice de autoextermínio com o uso do álcool, apresentando diferença estatística significante com os demais agentes causais. Em estudos na literatura internacional que avaliaram o autoextermínio, o principal agente utilizado é a chama, que é provocada por diversas substâncias. Contudo, nao foi identificado, como no nosso estudo, um único agente responsável pela maioria dos casos de autoextermínio10,11. Tal achado, provavelmente, é decorrente da pouca dificuldade em adquirir o produto e da habitual presença do álcool nas residências. O controle da presença do álcool no mercado nao diminuirá os pacientes com comportamento suicida, porém, poderá diminuir a gravidade dos autoextermínios.

Analisando a extensao das queimaduras por álcool, nota-se que as menores de 30% foram as mais prevalentes; contudo, ao avaliar somente o grupo no qual a extensao foi maior que 60% da superfície corpórea, observa-se que os pacientes com queimadura por álcool tiveram maior número de casos com essa extensao quando comparado com os outros agentes, justificando o tempo prolongado de internaçao e sugerindo maior gravidade desse agente durante esse período.

Outro fator que evidencia essa gravidade é o número de internaçoes na unidade de terapia intensiva, já que a queimadura por álcool representou o maior número de internaçoes na UTI durante esses 10 anos. Quando comparadas as internaçoes em UTI com os outros agentes, o álcool apresentou diferença estatística com todos os demais grupos, com exceçao do grupo de pacientes que sofreram queimaduras por chamas.

Dentre os pacientes que foram a óbito, a queimadura por álcool foi responsável pelo maior número de óbitos durante o período. Ao realizar análise estatística entre aos agentes causais e o número de óbitos, observa-se que, com exceçao da chama, a queimadura por álcool apresentou diferença estatística entre os demais grupos.

Ao avaliar os casos de óbito e o local do atendimento inicial, percebe-se que os pacientes com queimadura por álcool que foram atendidos fora de uma unidade de queimadura tiveram os maiores índices de mortalidade. Como a média de dias entre o primeiro atendimento na unidade de saúde e a transferência para a Unidade de Queimados do HCFMUSP foi de 2,1 dias, os pacientes estiveram as primeiras e mais importantes horas do tratamento inicial12,13 sob os cuidados de equipes nao familiarizadas com queimaduras e seu manejo habitual. Provavelmente, tal fato foi o responsável pelo maior índice de óbitos no grupo atendido fora de uma unidade de queimadura, revelando que o tratamento inicial da queimadura deve estar presente no conhecimento básico de qualquer profissional de saúde, principalmente na equipe médica.

Deter o conhecimento sobre o tratamento de queimaduras é essencial para reduzir a mortalidade, contudo, é ineficaz em apagar as sequelas, as marcas pelo corpo e o trauma psicológico. A prevençao é o único método capaz de reduzir tanto a morbidade quanto a mortalidade e para uma adequada campanha preventiva é necessário o conhecimento epidemiológico específico de cada país, identificando agente, alvo e ambiente da queimadura14,15.

Após uma análise de 10 anos de internaçoes por queimadura por álcool, é possível perceber que se trata de um problema de grande importância e que sao necessárias medidas educacionais modificando o comportamento do indivíduo, adequaçao do produto dificultando sua combustao e legislaçoes mais rígidas, restringindo o uso do álcool, para que dessa forma deixe de ser um dos grandes viloes das queimaduras.


CONCLUSAO

O álcool é responsável por um grande número de queimaduras e foi o maior agente durante o período do estudo, diferentemente de diversos trabalhos da literatura. O conhecimento do perfil epidemiológico é essencial para elaboraçao de medidas efetivas na reduçao desse tipo de queimadura. O aumento do entendimento do motivo pelo qual determinadas injúrias acontecem é essencial para o desenvolvimento de estratégias preventivas, contudo, essas mudanças nao acontecem rapidamente, principalmente quando é necessário modificar fatores presentes na cultura da sociedade.


REFERENCIAS

1. Hettiaratchy S, Dziewulski P. ABC of burns: pathophysiology and types of burns. BMJ. 2004;328(7453):1427-9.

2. Souza AA, Mattar CA, Almeida PCC, Faiwichow L, Fernandes FS, Neto ECA, et al. Perfil epidemiológico dos pacientes internados na Unidade de Queimaduras do Hospital do Servidor Público Estadual de Sao Paulo. Rev Bras Queimaduras. 2009;8(3):87-90.

3. Atiyeh BS, Costagliola M, Hayek SN. Burn prevention mechanisms and outcomes: pitfalls, failures and successes. Burns. 2009;35(2):181-93.

4. Forjuoh SN. Burns in low- and middle-income countries: a review of available literature on descriptive epidemiology, risk factors, treatment, and prevention. Burns. 2006;32(5):529-37.

5. Edelman LS. Social and economic factors associated with the risk of burn injury. Burns. 2007;33(8):958-65.

6. Liao CC, Rossignol AM. Landmarks in burn prevention. Burns. 2000;26(5):422-34.

7. Pereima MJ, Mignoni ISP, Bernz LM, Schweitzer CM, Souza JA, Araújo EJ, et al. Análise da incidência e da gravidade de queimaduras por álcool em crianças no período de 2001 a 2006: impacto da Resoluçao 46. Rev Bras Queimaduras. 2009;8(2):51-9.

8. Sadeghi-Bazargani H, Mohammadi R. Epidemiology of burns in Iran during the last decade (2000-2010): review of literature and methodological considerations. Burns. 2012;38(3):319-29.

9. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resoluçao nº 46 de 20 de fevereiro de 2002.

10. Palmu R, Isometsä E, Suominen K, Vuola J, Leppävuori A, Lönnqvist J. Self-inflicted burns: an eight year retrospective study in Finland. Burns. 2004;30(5):443-7.

11. Cameron DR, Pegg SP, Muller M. Self-inflicted burns. Burns. 1997;23(6):519-21.

12. Sheridan RL. Burns. Crit Care Med. 2002;30(11 Suppl):S500-14.

13. Ipaktchi K, Arbabi S. Advances in burn critical care. Crit Care Med. 2006;34(9 Suppl):S239-44.

14. Hammond J. The status of statewide burn prevention legislation. J Burn Care Rehabil. 1993;14(4):473-5.

15. Sheridan RL. Comprehensive treatment of burns. Curr Probl Surg. 2001;38(9):657-756.










1. Médico Residente de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo (HCFMUSP), Sao Paulo, SP, Brasil
2. Médico Residente de Cirurgia Geral do HCFMUSP, Sao Paulo, SP, Brasil
3. Enfermeira da Unidade de Queimadura do HCFMUSP, Sao Paulo, SP, Brasil
4. Enfermeira Chefe da Unidade de Queimadura do HCFMUSP, Sao Paulo, SP, Brasil
5. Médico Assistente e Diretor Técnico do Serviço de Cirurgia Plástica do HCFMUSP, Sao Paulo, SP, Brasil
6. Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo, Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HCFMUSP, Sao Paulo, SP, Brasil

Trabalho realizado na Disciplina de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, Brasil.

Correspondência:
Johnny Leandro Conduta Borda Aldunate
Laboratório de Investigaçao Médica - LIM 04
Av. Dr. Arnaldo, 455 - sala 1363
Sao Paulo, SP, Brasil - CEP 01246-903
E-mail: johncond88@yahoo.com.br

Artigo recebido: 17/8/2012
Artigo aceito: 11/10/2012

© 2024 Todos os Direitos Reservados